quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Manifesto do DACS contra o ENADE

O Diretório Acadêmico de Comunicação Social – DACS Florestan Fernandes, vem por meio deste expor seu repúdio ao modelo de avaliação institucional proposto e realizado pelo Ministério da Educação – MEC, na Instituições de Ensino Superior. Compreendemos que o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES não contempla as inquietações estudantis, na medida em que não se apresenta como uma avaliação séria, democrática e comprometida com a formação real dos estudantes. Expomos nosso repúdio ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes – ENADE, que se coloca como uma avaliação conteudista, obrigatória e de caráter punitivo. Para nós o ENADE não avalia, nem colabora em nada, para formação estudantil, tendo em vista que esse modelo de avaliação deixa de lado aspectos importantíssimos para a constituição de um espaço acadêmico democrático e participativo. Esse modelo de avaliação não se preocupa com o exercício da democracia dentro das instituições. Assim o ENADE se coloca somente como uma prova que @ estudante é obrigad@ a fazer para garantir o diploma no final do curso. E quando nós estudantes vamos discutir ampliação da pesquisa na faculdade? Quando teremos voz para cobramos verdadeiras práticas de extensão? Quando o MEC ouvirá nossos manifestos para garantirmos um projeto pedagógico comprometido com a sociedade? E quando ouvirá nossa avaliação a respeito das condições dos laboratórios, da grade curricular, da infra-estrutura, da assistência estudantil, dos Trabalhos de Conclusão de Cursos, dos estágios e tantos outros eixos? Entendemos que a avaliação institucional será válida quando se propuser de fato a discutir as mazelas do espaço universitário e através de ações integradas e democráticas se propuser transformar a realidade. Dizemos não a esse modelo de avaliação que não escuta @s estudantes, que não leva em conta as diferenças regionais, que não se preocupa com a qualidade de formação, enfim, essa avaliação que não avalia e acaba servindo como ação de marketing e ranking entre as universidades particulares, colaborando para o fortalecimento e legitimação das privatizações que acabam por tratar o ensino como mercadoria.

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